De repente do riso fez-se o pranto,
silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento,
Que dos olhos desfez a última chama,
E da paixão fez-se o pressentimento,
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente não mais que de repente,
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo, o distante,
Fez-se da vida uma aventura errante,
De repente não mais que de repente.
UM BLOGUE PARA CONSUMO RÁPIDO ENTRE DOIS CIGARROS OU UMA DOSE DE CAVALO
Sunday, 26 December 2010
Thursday, 18 November 2010
NOS REINOS E REPÚBLICAS DO SANCHO QUE PANSA QUE PANÇA- QUANDO O MAR BATE NA PANÇA QUEM SE LIXA É A SANCHA
e vamos ao fundo
mas regressaremos
há sempre um fundo mais fundo para explorar
Viemos do fundapique
passámos no tudasaque
não há mal que mal nos fique
nem há cu que não dê traque
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
Andámos no malsalgado
brigámos no daceleste
e o escorbuto mal curado
com tratamento indigesto
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
Natação obrigatória
na introdução à instrução primária
natação obrigatória
para a salvação é condição necessária
não há cu que não dê traque
não há cu que não dê traque
Pusemos a cachimónia
em papas de sarrabulho
e quando as noites são de insónia
damos voltas ao entulho
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
Aprendizes da política
só na tática do "empocha"
vem a tempestade mítica
e a cabeça dá na rocha
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
mas regressaremos
há sempre um fundo mais fundo para explorar
Viemos do fundapique
passámos no tudasaque
não há mal que mal nos fique
nem há cu que não dê traque
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
Andámos no malsalgado
brigámos no daceleste
e o escorbuto mal curado
com tratamento indigesto
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
Natação obrigatória
na introdução à instrução primária
natação obrigatória
para a salvação é condição necessária
não há cu que não dê traque
não há cu que não dê traque
Pusemos a cachimónia
em papas de sarrabulho
e quando as noites são de insónia
damos voltas ao entulho
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
Aprendizes da política
só na tática do "empocha"
vem a tempestade mítica
e a cabeça dá na rocha
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo
Friday, 1 October 2010
DECOMPOSITION -And pray there's other intelligent life somewhere out in space,
"Handel and Haydn and Rachmaninoff
Enjoyed a nice drink with their meal
but nowadays no one will serve them
and their gravy is left to congeal"
SPIRAL And pray there's other intelligent life somewhere out in space,
'Cause there's bugger all down here on Earth
Enjoyed a nice drink with their meal
but nowadays no one will serve them
and their gravy is left to congeal"
SPIRAL And pray there's other intelligent life somewhere out in space,
'Cause there's bugger all down here on Earth
Wednesday, 29 September 2010
NOS MANDOS SEM REI MAS COM MUITOS ROQUES-SONOS DE MORTE E MORTE DE SONHOS
E SE EM "22" (dois patinhos na lagoa, um preside e o outro finge que cava)
MUITO FICOU POR DIZER
HOJE Tá quase tudo dito
amanhã começa-se a acordar
MUITO FICOU POR DIZER
HOJE Tá quase tudo dito
amanhã começa-se a acordar
Wednesday, 22 September 2010
NO REINO DA PANÇA DO SANCHO....CAVA CU QUE O FMI VEM ATRÁS
POIS SE QUEM CU TEM MEDO
Cava cu- És a pessoa mais neste mundo e arredores.
Cava cu- A pessoa que mais anda na vida, apesar de se achar meia cega.
CAva cu - Sem ti, a tua ajuda, o teu apoio, já nos teríamos ido abaixo.
Falta ainda dizer que tens um incomparável por ti.
Cava cu - Obrigada por me teres ensinado a...., a ... a.
Cava cu - Tu sabes que foste, até aos dias de hoje, o grande da tua vida.
E lamento que não saibamos lidar um com o outro sem nos pegarmos. Eu sei - e tu sabes - que algumas coisas não se esquecem.
CAva cu - Espero que não continues a fazer parte da família por muitos....
Cava cu - Agradeço-te o facto de me teres mostrado que as amigas podem ser bem cabras, disse Santa Ana, me lembro não, de ser assim tão desiludido.
Cava cu - Fiquei contente quando saíste de casa, mas depois voltaste.
Cava cu - És um ingrato.
Cava cu- És, às vezes.
E ficaria ainda tanto por dizer...
Cava cu- És a pessoa mais neste mundo e arredores.
Cava cu- A pessoa que mais anda na vida, apesar de se achar meia cega.
CAva cu - Sem ti, a tua ajuda, o teu apoio, já nos teríamos ido abaixo.
Falta ainda dizer que tens um incomparável por ti.
Cava cu - Obrigada por me teres ensinado a...., a ... a.
Cava cu - Tu sabes que foste, até aos dias de hoje, o grande da tua vida.
E lamento que não saibamos lidar um com o outro sem nos pegarmos. Eu sei - e tu sabes - que algumas coisas não se esquecem.
CAva cu - Espero que não continues a fazer parte da família por muitos....
Cava cu - Agradeço-te o facto de me teres mostrado que as amigas podem ser bem cabras, disse Santa Ana, me lembro não, de ser assim tão desiludido.
Cava cu - Fiquei contente quando saíste de casa, mas depois voltaste.
Cava cu - És um ingrato.
Cava cu- És, às vezes.
E ficaria ainda tanto por dizer...
Thursday, 16 September 2010
REINOS DE SANCHO PANÇA
Há, numa montanha raiz
cume e por vezes gelo
e a forma,dum apelo
define todo um país.
Há Passados, de saudades
há Futuros em que rança
um país de falsas verdades
em que reina Sancho Pança
Há mais poio do que cão.
No abandono da calçada,
imagem, simples e apagada
do cadáver da nação
E meço os maravedis
que guardo na esperança
que a história do país
perdure na alembrança
da catreva de imbecis
que recua quando avança
E que a terra trema,
na revolução permanente,
danado seja , demente,
o teu país, num poema!
cume e por vezes gelo
e a forma,dum apelo
define todo um país.
Há Passados, de saudades
há Futuros em que rança
um país de falsas verdades
em que reina Sancho Pança
Há mais poio do que cão.
No abandono da calçada,
imagem, simples e apagada
do cadáver da nação
E meço os maravedis
que guardo na esperança
que a história do país
perdure na alembrança
da catreva de imbecis
que recua quando avança
E que a terra trema,
na revolução permanente,
danado seja , demente,
o teu país, num poema!
Friday, 10 September 2010
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